“The trouble with all of us is we are where we shouldn't be.”
primeiro pensei que: quando você cogita escrever um post pra dizer que se identifica com um cachorro, talvez seja o caso de, sei lá, não escrever nada. tipo nunca mais.

em seguida pensei que: venho perdendo a dignidade na internet há tantos anos que né? o que é se comparar a um ser vivo em forma de salsicha nessa altura dos acontecimentos? não é nada, meus amigos.

(para quem não compreendeu, isso não é apenas um vídeo fofinho. é o resumo de toda a minha vida. considerem que:
BOBBY = EU
DONO DO BOBBY = VOZES NA MINHA CABEÇA

e pronto, vocês acabaram de fazer um tour pelo meu processo mental.
legalzão, né?)

e por último pensei que: não posso nem alegar que bebi para explicar como cheguei a essa conclusão, gente. desculpem.

tô boua.

inferno astral

o episódio da cômoda foi há um mês.

tem pilhas de coisas no meu chão aniversariando nesse momento.

eu só quis dizer.

inferno astral

- mas o problema é bem esse

- desespero? 

- também 
RISOS
mas o que mais fode é essa coisa mimimi, "feijão no pote de haagen dazs" feelings eternos

- SIIIIIIIIIIIIIIIIM

- queria ser stella, só tinha vaga pra blanche dubois

- hahahaha, vdd
filmes acabando com a vida das pessoas
você jurando que a vida ia ser justa e jogar um jovem marlon brando metafórico todo rasgado no seu caminho
gritando na beira da escada

- :~~~
tão úmido e solicitante fazendo beicinho
urrando de amor troglodita

HEY STELAAAAAAAAAAAAAAARGH
(melhor gif do mundo, gente?)

- e na verdade sabemos que vai acabar tudo EXTREMAMENTE desequilibrado
dependendo da bondade de estranhos

- se tiver sorte

- porra, NÉ?

inferno astral

"Every morning during our yearlong travels I had to devise some expectation, some special point in space and time for her to look forward to, for her to survive till bedtime. Otherwise, deprived of a shaping and sustaining purpose, the skeleton of her day sagged and collapsed. The object in view might be anything - a lighthouse in Virginia, a natural cave in Arkansas converted to a cafè, a collection of guns and violins somewhere in Oklahoma, a replica of the Grotto of Lourdes in Louisiana, shabby photographs of the bonanza mining period in the local museum of a Rocky Mountains resort, anything whatsoever - but it had to be there, in front of us, like a fixed star (...)."


eu devia ter uns 15 anos quando li lolita pela primeira vez. perdi a noção de quantas vezes voltei a esse trecho, pensando que nada poderia me descrever melhor. nunca.

nesses dias em que pareço ter perdido a capacidade de inventar pretextos para sobreviver até a manhã seguinte, tenho me dividido entre o conforto e o pavor de verificar que essas palavras mais do que nunca sintetizam toda a minha vida.

algumas coisas nunca mudam, mesmo.

inferno astral

decidi que pelos próximos 20 dias todos os posts irão se chamar inferno astral porque aí simplesmente poupo-me de todo o mimimi preliminar desnecessário e vou direto ao ponto: minha vida é ridícula. 

mas assim, ridícula do naipe de estar aqui sentada num sábado à noite vendo filme velho e - olha só que interessante! - essa nem é a parte mais loser da situação, porque flora está olhando pra minha cara e tem uma LESMA grudada em suas costas. depois de uma operação complexa que envolveu corridas, lambidas, coices e esfregadas nos móveis a lesma por fim caiu, deixando uma trilha de gosma que endureceu em contato com o ar e precisou ser removida a tesouradas.

e depois disso a gata perdeu o apetite e desandou a vomitar. o que não fez sentido porque lesmas não são tóxicas, mas se minha vida tivesse alguma intenção de fazer sentido nós nem teríamos uma lesma lambida nesse relato, pra começo de conversa. noiei horrores e fomos pro veterinário. muitos reais (não, sério, MUITOS reais), um taxista louco, duas injeções, alguns exames de sangue e mais uma ultrassonografia depois, o resultado foi gastrite. o que não fez muita diferença em nossas vidas já que não sabemos a causa, e aparentemente lamber uma lesma, comer ocasionais minhocas e roer pontas de lápis, barbantes e fios elétricos conectados à tomada nada têm a ver com isso.

mas por via das dúvidas a partir de hoje comerei apenas papel toalha.
minha sobrinha deixou de presente esse desenho da minha pessoa antes de voltar para casa, através do qual descobri que aos 60 anos meus braços serão misteriosamente substituídos por nadadeiras de foca e eu sairei por aí sem calças e portando belíssimos sapatos usaflex.

bem melhor do que as minhas próprias previsões para o futuro, cumpre reconhecer.
eu tava aqui fazendo... ai, gente, quem eu quero enganar? eu tava aqui à toa mesmo esperando por pessoas que não vão aparecer e todos sabemos, aí capitão comic sans chegou, bateu no vidro, abriu a porta e anunciou:

- cheguei pra me emprenhar!

hahahahahahahahahahah, pessoa acalentou a piada por uns 10 dias. compreendo tanto.

mas aí eu tentei não rir escandalosamente, e virei pro outro lado, e estava a pessoa-que-se-acha-linda me olhando com uma cara de "aff, não entendi". e eu meditei aqui comigo mesma de que vale a criatura ter o cabelo bom se sacudiu tanto aquela cabeça que não pega mais no tranco e não consegue compreender o valor de uma piada babaca.

foi praticamente uma lição de vida.

por 15 minutos apenas, já estou com vontade de passar um satinelle na cabeça dela outra vez

encontrei 01 certificado

- ele diz:
nah, nem vou falar, vou te mandar por email, é excelente

- ahahahaha, ta!

- mandei

pausa reflexiva para todos os coleguinhas encontrarem o erro

- CERTIFICAMOS O QUE?

- SIIIIIIIIIIIIIIIM
hahahahahahahahhaahha

- HAHAHAHAHAHAHAHAH
whyyyyyyyyyyyyyyyy

- fantástico né :D
devo ter guardado só pela piada


é tão ridículo que sequer tenho forças para me irritar, portanto apenas manterei a calma e pensarei que as coisas nem estão tão ruins assim, sabe, eu poderia, sei lá, morar na mesopotâmia.
- é uma publicação. serve pra nada, mas vai pro lattes
(lattes esse que eu perdi a senha, quem curte?)

- (não tem como pedir outra?)

- tem, mas eu sempre morro de vergonha
hehe.
acontece sempre, e continuo não anotando

- =)
por queee? fala sério
ahahahahaha

- acho que dessa vez não lembro nem o login
eu preciso juntar todos os meus (3 ou 4) certificados pra atualizar aquele cacete
e aloprar nos idiomas que nem qualquer pessoa que se preze

- sim, CLARO

- tava stalkeando uma pessoa que não tem nem, como direi, um português exemplar, e ela tinha espanhol, francês E italiano intermediários TÁ?
BITCH, PLEEEASE
italiano who?

- HAHAHAHAHAHAHAHA
mamma mia

- nego faz turismo e acha que ~aprendeu o idioma~, adoro
tipo passou 1 semana em buenos aires, voltou e botou no lattes que falava e escrevia espanhol fluentemente
queria só 1/10 desse desprendimento

- HAHAHAHAHAHAHAHAHA
né? puta que pariu!

- vou botar alemão intermediário, afinal sei contar até 20 E cantar parabéns

- olha!
é fluentíssima
posso te ensinar alguma coisa em russo

- olhaí!
5 línguas já!
mais duas e eu posso mandar meu cv pra ser o próximo papa

- HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

- não, gente, acabei de lembrar que na sétima série eu tinha aulinhas de grego
NO RECREIO
aquela que pediu pra ser loser no vale do eco, né
meu deus
só não era mais inadequada porque pesava 30kg e não tinha espaço

- HAHAHAHAH
que tadinha, cara
ia muito ser sua amiga na escola

- <3

- :~~~

***

hoje eu lembrei dessa conversa. fui procurar os certificados e tah dah!, não quero ser alarmista mas sumiram todos.
tipo. não que fossem muitos, mas agora não é nenhum e tal.
na pasta onde eu achava que eles estariam havia coisas tipo o certificado de um encontro de alunos de biomedicina e meu comprovante do vestibular pra biologia, e foi assim que eu descobri que fiquei 5 anos em coma e ninguém me contou porque COMO ASSIM EU GUARDO A INSCRIÇÃO DO VESTIBULAR E NÃO GUARDO MEUS CERTIFICADOS, CARALHO.

guardar uma bigorna pra amarrar no pescoço eu também não quero né.

mas tudo bem, afinal eu sigo sem saber a senha e o login da plataforma lattes e não teria o que fazer com os dados dos certificados, caso ainda possuísse algum.

os fatos da minha vida se encaixam com uma sincronia digna do the secret, só que para o lado ruim da força.
eu não sou a pessoa mais ligada em datas. mas elas estão aí, né. e a gente pensa a respeito e às vezes fica meio -q com a vida. então queria desejar um bom dia para todas as pessoas desemparelhadas que passarem aqui hoje. 
e para as que pensavam ter encontrado sua parelha, mas era tudo engodo.
e para as que encontraram e estão awwwwnnnnn <3 na vida, mas as condições sócio-econômico-geográficas do universo insistem em ficar deselegantemente desalinhadas (oi, chamou?).
e também para aquelas que estão namorando sim, ora. apenas não avisaram à outra metade do casal ainda.


os casais regulares nem vão se divertir tanto assim hoje, viu? eles vão pegar fila no cinema, e depois pegar fila no restaurante, e depois pegar fila no motel. ficar em casa de pijama comendo brownie é mais negócio, gente. vão por mim.

às vezes eu penso que se pelo menos fosse capaz de me explicar, tudo seria mais fácil. eu não precisaria me sentir tão alienígena nisso tudo.

mas não há nenhum tipo de alívio na loucura compartilhada. em falar sabendo que não está fazendo sentido, não tem lógica, e as pessoas que você mais precisava que entendessem serão as primeiras a se afastar. bem. eu me afastaria de mim correndo, se tivesse escolha.

eu não posso explicar o que dói, nem os motivos. achava que era por algum mecanismo de autopreservação, mas agora vejo que não é nada disso, é mais como uma ignorância de mim mesma, uma falta de palavras. eu apenas não sei, até que me atinja. e quando atinge fragmenta tudo e não sei interromper, não sei fazer parar de doer. "não sei" deve ser a frase mais repetida no meu dia, da hora que acordo até a hora em que (não) vou dormir, numa perplexidade eterna por todas as coisas que não consigo fazer dar certo. e pareciam tão fáceis.
eu falo que meu humor salva minha vida e as pessoas ficam -q porque devo ser a pessoa mais insuportável e destemperada do universo. mas é exatamente por isso. minha instabilidade é surreal num naipe de falar "ok, não dá mais, hoje só cortando os pulsos", chegar na cozinha pra pegar uma faca e arrumar toda a gaveta de talheres, fazer rolinhos de queijo, tomar uma coca-cola e gente, será que arrumo torrent praquele filme de 1940? bem nesse nível. claro que nesses 3 minutos do ok-não-dá-mais algumas cagadas são eventualmente feitas, mas em linhas gerais é isso, eu não levo o surto até o fim porque esqueço que estava surtando. 


existia essa pessoa de moral um tanto questionável (hahahaha, sou tão fina, gente) em meu círculo social, que costumava justificar todas as reações às merdas que fazia com um singelo "eu escolho o que faço. não escolho a forma como a pessoa vai se sentir." e eu ficava tão, mas TÃO revoltada quando ouvia isso. porque se você conhece a pessoa que está decepcionando, de certa forma você está escolhendo, sim, a forma como ela vai se sentir. porque você sabe

até que hoje estava pensando nisso e com todo o meu equilíbrio decidi que a criatura estava certíssima em toda a sua escrotidão. ninguém escolhe como vou me sentir. ninguém deveria ter o poder de influenciar nisso. e se eu permito - se tenho alguma brecha maluca em minha personalidade que autoriza alguém a se instalar e ditar as regras do meu humor - o problema é todo meu. e eu posso perder mais uns trezentos feriados ruminando a respeito e me sentindo eternamente insuficiente por tudo o que me fazem ou deixam de fazer, ou posso aceitar que ninguém faz merda nenhuma aqui a menos que eu queira.

agora pra admitir que a recíproca é verdadeira vão ser só mais uns 20 anos de auto-análise. porque eu, em minha infinita cuzice, continuo achando que não posso desapontar as pessoas ou a raposa maldita do exupéry vai vir puxar meu pé à noite.

baby steps.

você está passando por um novo trânsito astrológico

Este período pode ser um pouco delicado para o terreno das amizades, Brooke. Entre os dias 09/06 (Hoje) e 12/06, você estará vivendo uma Lua Minguante pessoal em sua vida social.

portanto muita cautela é recomendada nesse momento, pessoas restantes.


perguntaram que fim levou a caixa de comentários. digo apenas que algumas pessoas estavam se divertindo errado e eu tenho muita muita muita preguiça de educar marmanjo, então deixarei assim mesmo por uns tempos. pessoas fofas que nada têm a ver com isso, sintam-se à vontade para mandar mensagens naquela página de *contato* ali embaixo, não faço a menor idéia da caixa de email onde essas mensagens vão chegar, mas juro que em algum momento elas aparecem e eu respondo. ou no gtalk. ou me sigam na rua. sei lá.

mas só depois das 13:14h do dia 12, tá, que antes disso eu e minha lua minguante social não oferecemos garantias.



brinks.
ontem fui para uma reunião extremamente desnecessária apenas porque tenho essa cara de pamonha e não consigo dizer não pras pessoas. acabei dando a volta ao mundo para chegar em minha residência já que todos acharam que seria legal viajar naquele mesmo exato instante em que eu estava me locomovendo e HAHAHA MALZAÊ TÁ CHOVENDO SE FODERAM.

mas tem essa consequência legal de se ficar encalhada por 175 horas embaixo do viaduto do caju, que é você poder ler todas as escrituras do gentileza pilastra. por. pilastra. e tinha essa que pra mim era inédita e no final falava CUIDADO CABECINHAS | CUIDADO LINGUINHAS FERINAS, que eu achei de muito bom tom em termos de recomendação para o feriado, porque passar 4 dias em casa dividindo espaço com minha mãe é a definição de "cuidado linguinhas ferinas"

rsrs.

tentei tirar foto e ficou uma bosta bem grande. mas o museu virtual gentileza me salvou: 

só perde no meu coração para aquele que fala de MACONHA COCAÍNA CIGARRO CHUPETA DO DIABO que também tem foto aqui e termina com um singelo O! MEUS FILHOS CHEGA.

<3

o! meus filhos chega é uma frase que poderia definir toda a minha vida.

(e o capetalismo? muito amor.)

eu tinha tanto medo do gentileza, gente. já contei, né. em algum dos meus 37 blogs. que ele ficava ali pela praça tiradentes pregando, e eu na fila esperando o ônibus pra ir pra escola. e ele sempre, sempre estava extremamente revolts, andando no meio das pessoas nas filas dizendo que todo mundo era puta-e-viado e iam todos pro inferno. pregando o amoRRR na base da ofensa. acho muito válido. mas na época só entrava em desespero, porque ele encasquetava com determinadas pessoas e não parava de falar nunca. e eu não precisava de mais coisas pra assombrar minha adolescência. bullying cabelo feio stalking infrutífero recuperação em *desenho* e a certeza de que morreria virgem meio que já eram suficientes. ser comunicada de que iria pro inferno era, além de excessivo, um tanto redundante.

até que num dia de extrema inspiração ele ofendeu todo mundo como de costume e veio pra mim. eu apavorada, ele só me olha e diz "você não, minha filha. você não é como eles. é um anjo."

+_+

aí eu percebi que o gentileza, além de obviamente não ser lá muito gentil, definitivamente também não era nada profeta.

e voltei a focar nas minhas torturas psicológicas habituais.
o primeiro email que li hoje se chamava Fw: Re: pesquisa UERJ‏. ele falava, entre outras coisas, sobre pagamentos e verbas, e deve ter corrido o mundo nas últimas 24 horas antes de voltar para mim.

o único detalhe é que nós somos da *ufrj*. e a pesquisa - ora ora que surpresa - idem.

assim, nada contra. mas os pesquisadores DA UFRJ que investem dinheiro no projeto podem ficar um pouco sentidos.


(sim, a pessoa que escreveu isso é a mesma que pediu que nos emprenhássemos.
tão bom quando as coisas se encaixam né.)
entraram no blog hoje perguntando o que é tão ruin que não possa piorar?.
veja bem, não sei.

porque está chovendo, e está "frio", sendo que quando fui dormir não estava, e meu organismo não compreendeu direito a variação de 10 graus em 12 horas, o que significa: muitos espirros. o que também significa: olhos lacrimejando. o que por fim significa: estou zumbi de polaramine e nada mais me lembro.

o que não importa muito, porque a reunião de hoje é praticamente uma réplica da reunião de ontem. reuniões mais desfalcadas a cada edição, aliás. qualquer dia chego e sou só eu. mas hoje somos eu e a pessoa-que-se-acha-linda. e estiiiiica os cabelos e se espreguiça e levanta enquanto as pessoas falam pra olhar sabe-se lá o que no armário, e volta e estiiiiica os cabelos de novo aproveitando a mãozinha estendida pra analisar as próprias unhas. aí de vez em quando ela interrompe esses rituais de contemplação de si própria e faz uns comentários tão sem razão de ser que você se pergunta se voltou para 2004 e está no fórum da diálogos macabeicos. de modos que fica a dúvida se é melhor que ela contribua ou continue mandando sms e rindo para o telefone enquanto você fala. além de tudo ela fala meio assiám. me irritam um pouco, as pessoas que falam assiám.


alguém me leva pra casa, por gentileza.

eu vi isso no tumblr e fiquei rindo uns 3 dias, porque algumas semanas atrás finalmente assisti jane eyre e fiquei pensando que devia rolar um desequilíbrio neuroquímico nervoso nas sinapses das irmãs brontë. não que eu tenha moral pra julgar, afinal heathcliff gerou todo um amor verdadeiro amor eterno quando eu tinha ali uns 11 anos. tanta pena que eu tinha dele. se existe uma categoria de pessoas que compreendo e ofereço ternurinhas nessa vida é a das pessoas obsessivas. tamos aqui dando cabeçada na árvore desde 1982, afinal de contas.

eu não desenvolvi uma paixonite do mesmo nível pelo rochester (a evolução, né), e também nunca consegui ler jane eyre do início ao fim sem achar piegas e constrangedor e sentido kd. o filme é tão lindo que você só quer dar um abracinho na mia wasikowska porque se fode tanto, a pobre. só que. alguém explica rochester? pessoa totalmente desprovida de noção, pede a menina em casamento e rsrs brinks, minha primeira mulher louca de todos os cus tá no meu sótão ainda. rochester além de tudo grosso pra caraleo. tipo, eu não sou a rainha da etiqueta nem nada mas se você tem uma mulher incendiária e mesmo assim achou de bom tom ser bígamo, o mínimo que pode fazer é ser gentil, né. parâmetros.

a cara. de cu. do cidadão.
aí você se questiona, né. irmãs brontë, why so doidas? de onde vocês tiravam essezomi psicótico? 
e o mais importante: por que não nascemos todas juntas na mesma época para praticar o dude watchin' nos bailes da vida?

eu teria feito tanto o requisito, gente.
a gente fica ali umas 3 horas na cama renegociando com o despertador e se perguntando se precisa levantar mesmo. aí levanta e descobre que o trololo morreu. e cancela toda a programação do dia.

não por causa da morte do trololo, evidentemente.

(se bem que né. vai saber.)

mas é que no fim de semana eu recebi uns 5 desses:

Fwd: um ato público importante essa semana - dia 05/06/12‏

sendo que veja bem. não estou cumprindo nem atos particulares simples tipo pentear o cabelo. abri o primeiro dos emails e ele começava da seguinte forma:

Atenção, compas!

~compas~

(a pessoa também se despedia com um singelo saudações ecossanitárias.
ô, gente.)

senti muita preguiça e nunca mais na vida abri nada. apenas para descobrir hoje que a pessoa caduca foragida da inclusão digital estava anexando toda a sorte de avisos urgentes ao mesmo eterno email de convocação para o ato público e eu não sabia porque né e joguei tudo fora e limpei a lixeira e adeus. 

"I won’t say that all senior citizens who can’t master technology should be publicly flogged, but if we made an example of one or two, it might give the others incentive to try harder.", já diria sheldon cooper. 

estamos concordando com muita força nesse momento.
saí de casa para assistir um journal que foi cancelado sob alegação de DESCONFORTO INTESTINAL. alegação esta feita num email coletivo. o que é o desprendimento, o completo joão-sem-bracismo da pessoa que não faz o trabalhinho a tempo, não é mesmo, minha gente?

estou esperando pelo próximo journal, esse de um pessoal da bioquímica - pura alegria, só que do avesso - e recebo a seguinte mensagem:

Olá pessoal! 
Preciso da presença de todos na próxima reunião. 
Peço, que se emprenhem na divulgação!


me emprenhar deve ser de fato a única coisa que falta acontecer em minha vida nessas alturas.

throughout the dark months of april and may

porque acabaram os meses do demo e tá todo mundo vivo, todo mundo sobrevivendo e operando ou ao menos promovendo belas imitações. 
e acho que nem tem como esperar mais do que isso porque nunca teve, mesmo. 

tava rolando uma choradeira SELVAGEM aqui, uma coisa assim pelo conjunto da obra. mas não tem muito propósito chorar publicamente quando ninguém vai te dar um abraço, uma solução, uma cerveja ou uma caixa de lenços. então melhor abstrair do drama e, como sugeri de mim para mim mesma, fazer a amnésica e fingir que as últimas semanas nunca aconteceram. nem deixaram essa sensação de quando há algum tipo de calamidade e você se vê em casa num horário atípico, usando umas roupas que não costuma usar, dormindo e comendo em momentos descoordenados porque seu pequeno universo implodiu.

porque vamos combinar que essa meio que já é a descrição da minha vida inteira. 

e eu preciso ficar lembrando a mim mesma, nessas alturas da existência, que o caos ainda é melhor do que uma felicidade vaga e cheia de poréns. porque com ele pelo menos eu sei lidar.