eu fico aqui me perguntando que tipo de prazer as pessoas encontram na escrotidão, mas não consigo entender muito bem como se dá esse processo.

chego hoje na biblioteca e a querida do guarda-volumes me informa que só posso entrar com 20 folhas impressas. procuro onde essa regra está escrita, e como obviamente ela NÃO ESTÁ, interpreto isso como uma dessas estimativas cariocas. você sabe, tipo ser convidado pra um churrasco às 11 da manhã, chegar às 3 da tarde e só ter cerveja e molho à campanha porque nem acenderam a churrasqueira ainda. 20 folhas estariam ali naquela variação entre uma bula de remédio e uma lista telefônica, algo que as pessoas falam só porque... sei lá. 

então peguei minha pilha de xerox como faço todos os dias nessa vida de meudeus.

não não. SÓ VINTE FOLHAS. 

incrédula, percebi que ela estava esperando que eu CONTASSE folha por folha. tipo todos os meus esquemas de cortes transversais de pinto espalhados no balcão e eu ali fazendo uma rápida seleção, essa próstata entra comigo, esse testículo eu já olhei ontem, pode ficar. quase dei de presente as folhas restantes, aliás, porque só pode estar faltando pênis na vida dessa pessoa. e os meus inclusive já vêm impressos em 50 tons de cinza, que a xerox colorida está pela hora da morte.


e aí me peguei pensando que é das pessoas, e não das coisas, que ando cansada.
não é a rotina. não é a falta de tempo.
não é por precisar pegar 7 ônibus num dia. é pelo tiozão mongolóide que batuca no seu banco a viagem inteira, não importa quantas olhadelas do mal você dê. não é por esperar 40 minutos na fila do bandejão. é por esperar 40 segundos A MAIS por causa da filha da puta que simplesmente entrou na sua frente. não é por passar o dia na biblioteca sem ter noção se chove ou faz sol lá fora. é pela pessoa que ocupa um computador público de consulta ao acervo por horas pra discutir a relação no chat do facebook, espancando o teclado com tanto vigor e dramaticidade que mais parece estar tocando a marcha fúnebre. não são os prazos apertados. são as pessoas que os alteram de acordo com o humor do dia e te mandam email às 11 da noite pra avisar que aquilo que você fez, bem, agora precisa ser feito de outra forma.

não é o roteiro, sabe. o roteiro vai bem. é um filme iraniano com restrições no orçamento, mas vai bem.
são esses coadjuvantes que puta que pariu.

obsessão da semana

eu estou cursando anatomia. o segundo módulo. cardio-respiratório, urinário e genital, basicamente.

anatomia tem provas práticas. 

na biologia as provas práticas costumam ser na base da surpresa. você está lá escrevendo, passa um monitor com uma bandeja tampada e TCHARAM, diga agora 5 diferenças entre esses dois siris. ou então tira, sei lá, uma cigarra morta do bolso do jaleco e te manda descrever. parece uma gincana, inclusive porque eu sempre fico por último.

tudo leva a crer, portanto, que a prova de anatomia seguirá o mesmo esquema. escolha sua bancada e descreva o que quer que esteja ali. não posso afirmar porque não cursei o primeiro módulo. acho inclusive que deve ser por isso que tem uma ordem e o primeiro vem antes do segundo, né. mas eu sou um espírito livre, seguir a sequência é para os fracos.

ENFIM.

eu estou obcecada com a certeza de que cairei na bancada de genitais masculinos. 40 pessoas numa sala, mas caberá a mim futucar o pau do morto. assim, é uma certeza muito forte. tão forte que se eu for parar em qualquer outra bancada provavelmente vou me dar mal, porque passei mais horas lendo sobre testículos do que sobre todos os outros assuntos juntos.

e é isso que está acontecendo na minha vida nos últimos dias.

sei que é difícil, mas por favor, não se rasguem de inveja.

isso é tão bonito


(a música, as cenas, as caras de mágoa da brigitte bardot)
que vou abstrair da pedância de postar outro godard aqui com um intervalo tão pequeno.

(além disso eu devo ter créditos infinitos porque consegui a proeza de assistir breaking dawn do início ao fim sem ter um derrame, dia desses. minha sobrinha estava aqui frenética, porque quer assistir a última parte no cinema, então tá bom, né. e mermão, que porra engraçada. com 8 anos eu não sabia nem o que era sexo, e taí a criança vendo edward quebrar a cama e bella toda roxa da pegada violenta porém FELIZONA querendo mais, numa vibe 50 tons de purpurina, sensualizando com camisolinhas bonitas e ~chorando~ porque edward simplesmente se. recusa. a. comê-la. novamente. afinal não basta casar com um virgem de 108 anos, é preciso implorar por sexo e acabar grávida do bebê de rosemary. stephenie meyer, eu tenho tanto medo de você.)
eu perdi a minha agenda. isso pode parecer uma informação banal. não é. eu basicamente não tenho uma vida sem agenda. eu anoto cada coisa que preciso fazer, do contrário fico congelada no ponto de ônibus me perguntando para onde mesmo deveria estar indo.

(às vezes creio sinceramente que devia ter uma plaquinha na minha carteira dizendo quem sou, de onde venho e pra quem devo ser devolvida. assim, só para o caso de um dia estar ali na farmácia escolhendo shampoo e simplesmente não lembrar de mais nada.)

(é um medo genuíno, esse.)

o fato de perder um objeto em torno do qual gira toda a minha existência foi tipo o ápice de exteriorização do meu caos interno - do qual ninguém se deu conta mais uma vez, inclusive. eu fico pensando se realmente sou muito sutil, ou se nasci com algum defeito inato que me impede de permitir que as pessoas me conheçam, ou se... sei lá, não pensei em outras alternativas. enfim. a agenda acabou reaparecendo num lugar muito sem sentido, como as coisas que desaparecem costumam fazer. sentei aqui olhando para essas 3 semanas de páginas em branco e não é como se não tivesse feito nada nesse tempo, porque fiz muita coisa até. mas de uma forma esquisita, meio sonâmbula e como se aquilo não me dissesse o menor respeito. o que me fez pensar que eu não sou capaz de fazer nada com o mínimo de moderação. nem mesmo ficar triste. eu não posso ficar apenas chateada, tenho que ficar catatônica. que aí em vez de consertar o setor da minha vida que estraguei, eu consigo foder logo com TODOS JUNTOS e ter no mínimo 5 vezes mais trabalho depois.

daí que na quarta-feira, iniciando o controle de danos, achei que seria de bom tom finalmente me apresentar na turma de geologia. e ganhei uns negócios engraçados tipo isso aqui:
(tatoto)
que são basicamente desafios coquetel para geólogos, com intrusões, inclusões (não que eu saiba o que vem a ser isso), rochas ígneas, falhas geológicas e muita diversão para toda a família. e pelo que entendi há inclusive vários níveis de dificuldade nas figurinhas, mas como estive ausente por um mês não sei muito bem em que nível me encontro e achei melhor não perguntar porque vai que isso aí é apenas a introdução da parada, né? ainda não estou pronta para lidar com esse tipo de informação. falhar tampouco é uma alternativa, portanto tenho um prazo para que isso comece a fazer sentido entre minhas sinapses, 1 2 3 e já.

os email tudo atrasado serão respondidos até o final do feriado (que aqui só acaba na quarta-feira, viva o dia do zumbi, galera), portanto engulam o choro até lá.
mas se alguém aí estiver de bobeira e quiser me explicar essa bosta vai ter prioridade, tá.

vibe da semana: ficar deprimida com a história da baleia de 52hz.

que nem sei se realmente procede, mas isso é o de menos nessas alturas da vida.

tirando isso estou bem, estou ótima, estou equilibrada. 

o fato de me identificar com uma suposta baleia mutante que nem mesmo sabemos se de fato existe é um mero detalhe, tá.
boa noite, meu nome é raquel e eu destruo tudo o que toco.

se eu procurasse um psicólogo ele diria que eu sou bipolar. se fosse pra igreja universal diriam que é encosto. mas sou apenas eu e é isso que eu faço. é tipo meu dom. o único.

eu não quero que me digam que as coisas vão melhorar, porque não vão. nem que eu não mereço ficar triste porque sou uma pessoa legal, poque olha, não sou não. eu só quero de volta o que tinha até umas poucas semanas atrás, mesmo sabendo que perdi tudo e nunca mais vou recuperar. quero falar que minha vida é injusta mas nem isso posso, ela estava sendo decente, eu que fodi com tudo. quero fazer diferente, fazer melhor, mas já tive minha chance. tive e perdi. eu perdi, sabe? eu perdi. eu arruinei tudo. é o único pensamento que se repete na minha cabeça nos últimos tempos, ao acordar, esperando meu sanduíche feio na fila do bob's, fazendo piadinhas para evitar que perguntem se está tudo bem. todo o resto é uma massa amorfa de comandos desconjuntados que me permitem existir sem que as pessoas notem (muito) quão bagunçada estou. tem um gigante GAME OVER em neon piscante me perseguindo para onde quer que eu olhe, para não me deixar esquecer que não foi a vida, não foi acaso, não foi azar. fui eu. eu e minha vocação para semear infelicidade, plenamente cumprida, em todo o seu esplendor. 

e não, eu já não acho que escrever pode mudar ou ajudar em nada, se ~desabafar~ servisse para alguma coisa eu seria a rainha do equilíbrio. eu só quero mesmo me sentir livre pra ficar tão triste quanto estou de fato. mais ou menos como a garotinha na clínica hoje, que fugiu do teste alérgico, tirou toda a roupa na sala de espera e sentou aos prantos, só de calcinha, desolada demais para sentir vergonha. essa é a minha sala de espera, e eu só quero sentar aqui e chorar até cansar.

mas sem tirar a roupa, porque fama negativa eu já tenho o suficiente.
- você pegou seu dinheiro?

- não, cadê?

- botei na caixa.

- ah, você depositou pra mim? obrigada!

- não, não. botei na caixa.

- sim, na caixa econômica.

- não, na caixa ali em cima da bancada. procura lá. uma caixa de remédio.

era uma caixa de buscopan. que poderia ir para o lixo a qualquer instante. cheia de dinheiro. e a pessoa fala como se eu fosse deduzir isso espontaneamente.

~ ~ ~ 

- você já vai apresentar?

- falta meia hora.

- tá nervosa?

- naaaada. quero vomitar, apenas.

- toma uma coca-cola.

- gente, já tomei duas.

- toma mais uma.

- sim, que aí se tudo der errado no trabalho eu posso pelo menos entreter as pessoas arrotando o alfabeto no microfone.

- cara, você tem problemas.

olha, nem te conto.

~ ~ ~ 

- você tem 15 minutos pra expor seu trabalho.

- não se preocupa, não vou usar tudo isso.

- e mais 5 minutos para fazerem perguntas.

- naaaah, ninguém vai me perguntar nada.

- não se iluda.

~ ~ ~

- trouxe um pointer pra você.

(eu nunca sei se o certo é um pointer ou uma pointer. foda-se. pra quem não sabe do que eu estou falando, é aquele mini sabre de luz que os estrupícios da 8ª série apontavam para seus peitos/sua bunda e achavam engraçadão.)

- precisa não, moço.

- claro que precisa. você vai mostrar seus dados como?

- falando, ué.

- não, tem que apontar.

- moço, eu tô nervosa. eu sou descoordenada. não vai dar certo.

- ...

- minha apresentação vai parecer um eletrocardiograma, moço.

se sobrou alguém aí com a retina intacta, me acompanhe.

- ...

- vai por mim.
todas as noites, naquela hora tenebrosa em que você realiza que não vai dormir nem tão cedo, eu fico aqui cismando sobre uns 2 ou 10 assuntos sobre os quais poderia mimimizar. mas assim que começo coloco de lado, porque não faz a menor diferença. minha insônia voltou com força total, mas isso não tem importância. esqueço de comer e tenho vivido basicamente de pães de queijo e pipoca doce, mas isso não tem importância. não tenho uma única roupa limpa nem desarrumei minha mala até agora, mas isso não tem importância. seria menos constrangedor dançar conga la conga no auditório a apresentar esse trabalho, mas isso também não tem importância, e aliás são quase 3 da manhã e eu devia estar dormindo para pelo menos aumentar minhas chances de administrar o fiasco, mas... enfim.

eu dei uma volta tão grande para chegar até aqui. não sei se é perceptível para quem lê essa bodega desarranjada, e também não vem ao caso porque não falo isso pra ganhar confete. é porque eu percebo, eu sei. mas grandesbosta saber se para aquelas poucas pessoas que eu queria tão desesperadamente convencer isso não faz diferença nenhuma. eu não mudei, não cresci, não evoluí e não sou digna de confiança. e eu preciso ficar aqui nessas alturas da madrugada me sentindo ruim e perdida e inadequada, tentando me convencer de que sim, eu mereço um pouco de crédito. e falhando. falhando. falhando. até finalmente dormir e como recompensa ganhar um dia inteirinho para falhar tudo de novo.

e esperar que um dia isso tenha importância para alguém além de mim mesma.
hoje fui dar uma olhadinha nas apresentações e: não rolará. umas 80 pessoas no auditório, ok que 75 só estavam ali pra esperar o coffee break, mas ainda assim são 80 cabeças, mermão. está além das minhas habilidades.

voltei injuriada e falei que olha, já que está tudo uma bagunça eu vou me fazer de desentendida e apresentar apenas um pôster pro avaliador. sem stress, sem microfones. e a coordenadora do projeto, tristíssima, tenta me animar:

- pôster não, raquel! poxa, faz oral! não faz mal se tem muita gente, é até melhor! fazer oral é bom pro seu currículo!

sendo que essa é a mesma pessoa que reuniu os novos monitores no fim do curso e quis saber:

- então, gente, vocês que ainda não tinham dado... qual foi a sensação?

e não, ela não se dá conta.

de modos que nem argumentei, apenas fingi que as pessoas da mesa ao lado não estavam rindo da minha cara, muito menos se perguntando pra onde mandarei esse currículo.

e dessa vez não vou nem finalizar perguntando que vida é essa?, porque né. vai que vocês resolvem responder.
bom, aí que minha criatividade para assuntos farmacêuticos se esgotou e eu fui obrigada a marcar uma consulta para saber quais são as novidades no catálogo de anti-histamínicos. a médica me furou inteira, me receitou comprimidos que não dão sono (tem gente que realmente não sabe brincar né) e um colírio.

cheia de esperança de não mais acordar com a cara parecendo um muffin que cresceu demais e transbordou da forminha, fui ler a bula.

Indicações: Patanol (cloridrato de olopatadina) 0,1% Solução Oftálmica é indicado para a prevenção temporária do prurido ocular devido a conjuntivite alérgica.

é isso mesmo que eu quero. prurido ocular não é algo que me divirta.
mas aí continua:

Reações adversas: Queimação ou ardência, olho seco, sensação de corpo estranho, hiperemia, ceratite, edema palpebral e prurido.

-q/

mas gente? isso não parece até aquele programa abominável em que trancavam uma criança numa cabine à prova de som (tipo a MAIOR SACANAGEM JÁ INVENTADA, superando inclusive a porta dos desesperados) e ela precisava gritar aleatoriamente SIM ou NÃO para os brinquedos oferecidos?

- quer essa bicicleta? SIIIIIIIIM
- quer trocar a bicicleta por um saco de confete? SIIIIIIIM
- quer trocar a coceira no olho por coceira ardência olho seco inchaço e sensação de corpo estranho? SIIIIIIIIIIIIIIIIIIM

eu só tenho uma pergunta para a pessoa que criou esse colírio, e a pergunta é: sua mãe se orgulha de você?


(a única coisa boa nessa história é que eu finalmente fui testada e agora posso dançar cancan para as pessoas que me enchem o saco dizendo que ficaria melhor sem gatos em casa porque eu NÃO TENHO ALERGIA A GATO! YAY!
embora tenha alergia aos ácaros que certamente andam por cima dos gatos, o que vem a dar praticamente no mesmo.
hm.)
é só essa tristeza pegajosa por todos os lados, gelada e úmida como maresia, infiltrando-se em cada canto, e tudo o que eu sinto é vontade de puxar o cobertor até a cabeça e ficar em silêncio. apenas silêncio, sem música, sem filmes, nada que mais tarde possa olhar e relacionar a esses dias.

mas como coerência é meu sobrenome, acabei de baixar magnolia.
facilitar o processo é para os fracos.
o nível de zica que se abateu sobre minha existência desde que voltei para casa só pode ser praga do taxista da rodoviária. sério. nada mais explica.

contextualizando:
sábado, por volta de 11 da noite, chego ao rio de janeiro e pego um táxi. entro, fecho a porta e escuto o motorista - que estava do lado de fora, guardando minha mala - urrar singelamente:

- CARAAAAALHO.

"isso não é comigo", pensei. porque sou essa otimista incorrigível.

o fofo entrou no táxi, me olhou com desprezo pelo retrovisor e rosnou:

- a porta do táxi não se bate assim não, senhora.

tipo. eu não tinha batido a porta. mas estava tão murcha que me desculpei em vez de argumentar e por aí já se tem uma noção do meu estado mental. mas aí o cara ARRANCOU com o táxi, andou uns 50 metros, fez uma merda épica e quase bateu duas vezes em menos de 30 segundos. e né, meu espírito de porco sempre vence a tristeza. devolvi o olhar de rato morto e repliquei, fazendo a mesma voz:

- o freio do táxi não se pisa assim não, senhor.

rs.

mermão, o cara ficou #chatiado e achou de bom tom virar pra trás pra me encarar. dirigindo, claro.

- a senhora está tentando me ensinar a dirigir?
- olha, acho que isso está além da sua capacidade. eu só quero chegar em casa viva, mesmo.
- então eu te devolvo lá no ponto e a senhora pega outro táxi. vai ser um prazer.

uia. nervosa.

e desandou a entrar em mil ruazinhas bu-ni-tas ali nos arredores da rodoviária enquanto eu só pensava que se ele estivesse pretendendo me esquartejar e guardar os pedaços na mala ia ter um trabalhão porque não cabiam nem meus dedos dos pés lá dentro.
certeza que ele deu aquela voltinha adicional só pra me botar um terror. no que foi muito bem sucedido, inclusive. mas por fim me desovou na porta da rodoviária e um velhinho não-psicopata me trouxe em casa.

~ ~ ~

contextualização encerrada, só tenho a dizer que: taxista, pare de cagar na minha vida! eu compro uma porta nova pro senhor!
porque sério, não tá dando.

eu tinha esse poster inofensivo para apresentar. fiz minha inscrição e nada da resposta. aí em 24 horas chegaram 3 emails.
os 3 foram direto pra lixeira, né. que era pra eu ler tudo ao mesmo tempo e agregar emoção à experiência.

1. Prezada Raquel,
 Gostaríamos de comunicar que seu trabalho foi selecionado para a apresentação oral na quinta-feira, 8 de novembro de 2012.

sem querer ser chata mas eu me inscrevi para apresentar poster, não para apresentação oral no auditório então DE ONDE VOCÊS TIRARAM QUE SERIA UMA BOA IDÉIA ME BOTAR PRA FALAR? nunca é uma boa idéia me fazer falar. eu juro. tenho testemunhas.

2. No e-mail anteriormente enviado, o tempo de apresentação do seu trabalho foi digitado erroneamente.
As apresentações terão 15 minutos de duração, e não 10, como foi divulgado anteriormente.
Lembramos que você também está escalada para apresentação em pôster.

porque né? 10 minutos era muito pouco, vamos botar ela pra falar logo 15! E apresentar o poster. não esqueçamos do poster.

mas não ligue ainda! porque

3. Sabemos que resta pouco tempo para o encontro, portanto reorganizamos as apresentações para melhor atender aos participantes. Informamos que sua apresentação será no dia 5 de novembro de 2012, segunda-feira.

hahahahahahahah, mas gente? vamos refletir que se eu não tinha um poster pra quinta-feira, não será na segunda que terei? com um feriado no meio do caminho, ainda por cima? cês tão acompanhando o desraciocínio dessas pessoas? posso entregar o trabalho em cartolina?

tantas dúvidas.

nunca mais entro num táxi na vida.

posso ser clichê?

duas da manhã, não tem ninguém olhando, permitam-me o momento cafona.


mas é que a cara de cachorro pidão da felicity jones olhando pro casal feio se pegando é algo que define muito.


(e não, eu não gosto desse filme - tirando duas ou três cenas, e a trilha sonora. pelas razões óbvias, e por outras nem tanto.)
hoje eu estava na xerox tirando cópias de textos que jamais serão lidos quando me dei conta de duas coisas a meu respeito.

a primeira coisa é que confundo constantemente estranhos com pessoas de cada um dos meus mundinhos - biologia, biomedicina, laboratórios antigos, estágio, licenciatura, desafetos variados - e só depois me dou conta de que não faria nenhum sentido elas estarem ali. mas antes levo de 3 a 20 minutos me perguntando por que a monitora da licenciatura está entrando na sala de cultura do laboratório, ou como o responsável pelo herbário surgiu na sala dos professores da escola onde estagio.

a segunda coisa é que não importa muito quem eu estou confundindo. minha reação imediata SEMPRE será a de tentar me esconder para não precisar fazer contato visual/cumprimentar/explicar por que em abril de 2009 me despedi dizendo que só ia ali comprar um guaravita e já voltava e nunca mais na vida.

rs.
sou tão fofa, gente.