agora apenas reflita


que ou eu tenho problemas para embaralhar especificamente as cartas de espadas, ou deveria iniciar um momento de meditação para assimilar tudo isso 1 2 3 e já.
faço aniversário em 10 dias.

e me peguei pensando que se tivesse um treco no meio da rua agora mesmo e fosse para o grande além, as únicas pessoas que notariam meu sumiço rapidamente seriam a porção da minha família que mora comigo e as pessoas na escola (que ficariam realmente aborrecidas por eu dar um trabalho desses em pleno final de semestre).

todo o resto da humanidade levaria aí uns bons dias até considerar minha ausência digna de nota. e olha, acho que algumas pessoas nem isso. aceitariam meu desaparecimento sem perguntas.


e mesmo sabendo que obviamente também sou responsável por isso (por não conseguir demonstrar o que quero, por não ser capaz de cativar quem quer que seja ou pelo meu dedo podre mesmo, hahaha), mesmo adorando fazer a blasée, preciso reconhecer que esse é um balanço muito cagado para 31 anos de existência.

e isso dói mais do que eu gostaria de admitir.


(editando porque gostaria de dizer que não estou com a menor vontade de ofender ninguém. apenas me reservo o direito de ficar triste quando estou triste. adoraria ter com quem falar sobre determinadas coisas, mas não tenho, então vomito no blog. é só isso. e recomendo sempre aos que se sentem ofendidos que façam um rápido cálculo para lembrar quando foi a última vez que procuraram espontaneamente saber de mim.
hmm. pois é.)

é melhor ser alegre que ser triste, alegria é a melhor coisa que existe

fui dar um alô para a psiquiatra, portanto. porque não consigo crer em nenhum tipo de felicidade que venha sem bula, nesse momento.

gente, não sei nem por onde começar a listar meus problemas?

mas tá. a mulher perguntou o que estava acontecendo e eu, simulando toooooda uma normalidade, falei apenas das dificuldades para me organizar num dia que possui apenas 24 horas E ainda conseguir dormir.

ela me achou muito agitada. e ansiosa. e deprimida.

ô, dó. e eu pensando, né. que tinha feito a linha básica e fina. agora vejam vocês, se tivesse contado a verdadeira verdade teria saído de lá de ambulância.

não que eu me importe, porque: receitas. coloridas. um arco-íris de energia, praticamente o saldão do tarja preta. daria até para fazer uma pequena festa, pena que eu sou egoísta.

mas o melhor foi o diálogo:

- tenta beber moderadamente, tá?
- você quis dizer ~não beber~ né?
- nãããão, pode beber um pouco, ué (hahahahah, quer me matar, essa mulher? será?). mas quando tomar esse aí pra dormir, toma e deita, não fica na internet esperando o sono chegar. você pode escrever coisas que não devia e não vai lembrar no dia seguinte.

e eu quis muito rir pensando que GENTE, será que não está EXATAMENTE AÍ a solução dos problema tudo? interagir apenas depois de um boa noite cinderela? porque com níveis normais de consciência eu não consigo fazer amigos & influenciar pessoas, né. olhaí, é um caso a se pensar.
comparando a fossa atual com as anteriores, posso afirmar com uns 78% de propriedade que não há absolutamente nada de inspirador na tristeza. 

inspiradoras eram as garrafas de vodka consumidas em prol da causa.


(cogitei)

(porém não)
não se trata (apenas) de cruzar uma linha. mas sim de saber que ninguém cruzaria essa mesma linha por mim. 

é uma merda.

estou tão triste que chega a ser um pouco patético.
já tem alguns dias que começaram a acontecer umas coisas bizarras. porque tem a insônia, né. sempre tem a insônia, até o final dos meus dias haverá a insônia. 

mas agora eu cochilo e acordo do mais absoluto nada esbugalhada com a boca seeeeca e taquicardia tremedeira mãos formigando mamãe vou morrer?

e fica aquele meu cérebro paralelo ao fundo calmamente me explicando que não, você não está tendo um derrame nem nada, é só um ataque de pânico.

~só~. rs.

então, estou com (mais) esse problema mental. aí avisei que hoje ia tirar o dia de folga porque estou desprovida de condições. mas sei lá, acho que houve algum ruído nessa comunicação porque me ligaram agora pra avisar que preciso comparecer às comemorações do  DIA MUNDIAL DOS SMURFS. o que quer que signifique isso. 

tipo. tem DREADS de cola polar no meu cabelo. não vai dar tempo de lavar agora.

que vida é essa.


existe um impasse. a questão tem dois lados. o outro lado pergunta o que você pretende fazer a respeito. como se fosse simples (não é), como se fosse justo oferecer apenas uma opção para uma situação complexa (também não é). como se não houvesse DOIS LADOS, enfim.

você então aponta para a desigualdade de condições e pergunta o óbvio: e eu? onde eu fico nessa história?
e o outro lado simplesmente ignora a pergunta. ignora a sua existência como um todo, pelo que entendi. já que nunca mais declarou nada sobre coisa nenhuma. 

puta que pariu, sabe. até um FODA-SE escrito com cocô no muro da minha casa seria mais digno do que invalidar meu questionamento, ignorando-o. como se fosse uma futilidade. um comentário que tirei do nada, e que portanto não vale nem a fadiga de uma réplica.

(o que por si só diz bastante a respeito de onde eu ficaria nessa história. eu sei. eu sei.)


é muita esculhambação simultânea. muita falta de... tudo. não dou mais conta dessa mão única fodida. de gostarem de mim, mas. de entenderem meu lado, mas.
mas não é suficiente. é isso que fica nas entrelinhas.  SEMPRE.

eu sou ok. só não sou nada além disso.
não é pelo que acontece agora, é pelo que acontece desde sempre. 

essa sensação de não haver lugar nenhum em que possa estar inteira e segura. é sempre tudo pela metade, aos trancos, como quem recebe um favor. foi um caminho bem tumultuado até admitir pra mim mesma que me sinto assim porque é assim. porque sempre precisei fazer as concessões mais malucas para receber meia dúzia de migalhas de afeto, de coerência, de, sei lá, permanência. mas em vez disso o que tive até agora foram 3 décadas de "a raquel entende". e sim, eu até entendo que existam pessoas perturbadas que fodem a vida alheia mesmo quando não têm a intenção direta de fazê-lo. mas esse mecanismo nebuloso pelo qual eu atraio tanta falta de consideração junta é uma coisa que ainda me escapa. 

já tentei me relacionar com as pessoas apenas pelas beiradas, chapinhando naquele nível superficial e seguro. funcionou por um tempo e depois foi uma merda épica. porque isso não é pra mim, eu sou uma pessoa obcecada. tentei o caminho oposto, fechar os olhos e me atirar antes de começar a analisar demais e perceber o óbvio. e foi bom e intenso. as porradas que vieram em decorrência disso também foram boas e intensas. principalmente intensas. e eu poderia até chamá-las de educativas se estivesse certa de que aprendi a lição. mas nem isso. 

então eu não sei. realmente não sei até que ponto faz sentido remendar laços que serão esgarçados novamente em um dia, uma semana, um mês. 

e era sempre, não foi por mal
eu juro que nunca quis deixar você tão triste
sempre as mesmas desculpas
e desculpas nem sempre são sinceras
quase nunca são
sabe quando você passa horas encarando o teclado, tentando encontrar uma forma de botar pra fora toda a decepção acumulada? e percebe que não há nenhuma? que nada dá conta?

é isso.

- acordar e descobrir que fui adicionada a um grupo de MÃES da escola no facebook. que com certeza estão me stalkeando até o último fio de cabelo. seria o momento de adquirir meus óculos com bigode? trocar de nome? sair do país? trancar este blog? ainda estou decidindo.

- quebrar a cara. de novo e de novo e de novo.

- receber um email me aconselhando (foi um conselho honesto ou apenas despeito? sigo não compreendendo) a tentar arrumar um marido. 
arrumar um marido. que conceito, gente.

- situação extremamente complexa que não posso desenvolver no momento por causa das supracitadas mães stalkers, então direi apenas que: la mala educación. pra bom entendedor meia referência basta.

- inferno astral, afinal de contas.

atenção agora, que eu vou citar ~as brumas de avalon~

(não há mesmo nenhum vestígio de dignidade aqui, desapeguei)

E então uma lembrança de Avalon veio-lhe à mente, coisa que não acontecia há uma década; um dos druidas, que ensinava os preceitos secretos às jovens sacerdotisas, dissera: Se quiserem que a mensagem dos deuses dirija a sua vida, procurem aquilo que se repete muitas vezes, pois é isso o que lhes transmitem, a lição cármica que devem aprender nesta encarnação. A mensagem repete-se até que a tenham transformado em parte da sua alma e do seu espírito duradouro.

O que tem me acontecido repetidas vezes...?


e aí que faz todo o sentido, né. precisa fazer. se uma determinada coisa acontece na sua vida mais uma vez e mais outra e mais outra, alguma merda você está fazendo para causar a repetição.

e essa foi a reflexão da madrugada, amigos.

voltamos a qualquer momento com citações de zibia gasparetto.

~teorias~

o pedreiro fugiu do país. mas antes passou na assistência técnica e roubou meu computador.

é a única conclusão plausível.
bom, aí que meu computador de fato morreu.

(num momento em que eu tava escrevendo mimimi, comendo paçoca e escutando a trilha sonora de the tudors. de modos que nem o culpo muito. ninguém é obrigado.)

então tá, ele foi pra assistência. o problema é que não consigo parar em casa nunca. e meu celular sequer funciona na escolinha. logo NÃO TENHO NOÇÃO do que realmente aconteceu, se dá pra resolver, em quantos dias. porque o povo do conserto liga aqui pra casa e tudo o que recebo ao final do dia são relatos dessa categoria:

- mãe, e aí, não deram mais notícia do meu computador?
- ah, é, ligaram hoje.
- e aí? 
- quebrou uma coisa.
- o quê?
- não lembro.

~

- e o seu computador, raquel?
- não sei.
- queimou o hd, né.
- QUEIMOOOOOOOU MEU HD???????? D:
- ah, não sei se queimou, mas quando pifa assim é porque queimou alguma coisa.


a começar pelos meus neurônios, né. só se for.
queimando um por um até a última ponta de surrealismo dessa família.

esse mês rola toda uma abundância de aniversários na escola. a qualquer momento do dia tem bolo guaraná muitos doces pra vocês e dá aquele alento momentâneo, né, comer brigadeiro no meio da tarde dia sim, dia não.

mas aí você lembra o preço que está pagando por isso: lidar com cerca de 20 crianças geminianas completamente loucas do cu.

e vai ali com seu pratinho pegar mais bolo. só de nervoso.

eu vou contar

e as pessoas vão achar que eu tô fazendo gracinha com a situação. 

eu gostaria, gente. JURO. 

mas nem.

então, o que acontece é o seguinte: em fevereiro decidiu-se que a cozinha de minha residência passaria por uma pequena reforma. porque realmente tá tudo aos pedaços. e para simbolizar esse novo dia de um novo tempo que começou, comprou-se um fogão.

que não cabe no espaço do antigo.

e portanto jamais saiu da caixa. porque para encaixá-lo é preciso quebrar uma coisa aqui e outra ali. ou seja: fazer uma não-tão-pequena reforma.

aí foi chamado um pedreiro. ele veio, combinou o orçamento, tudo certinho. a obra terminaria no início de março. beleza. as pessoas saíram e compraram uma geladeira e um freezer. todo um frenesi, né. mas tá bom. porque vai chegar tudo depois da reforma. sem stress.


mas então, eis que no dia marcado para o início da obra, seu wagner (o pedreiro): não apareceu.

- seu wagner, o que houve?
- eu machuquei o joelho e vou ficar com a perna imobilizada por 5 dias.
- ah tá blz.

passaram-se os 5 dias. e seis e sete e dez. e seu wagner: não apareceu.

- seu wagner, kd?
- eu fiquei de repouso e agora todos os meus ajudantes pegaram outras obras e eu não tenho ninguém trabalhando comigo e mimimi.
- ah sim.

mais dias se passaram e: nada.

- WTF SEU WAGNER O MATERIAL TÁ AQUI TEM SACO DE CIMENTO POR TODOS OS LADOS QUALÉ A DO CU DOCE?
- é que eu estou deprimido.

sério.

não, SÉRIO. o cara simplesmente mandou essa. 
e sumiu no mundo.

risos.

e o homem das entregas do ponto frio, né. puto pra caralho porque ninguém avisou pra ele que a entrega foi suspensa. veio aqui duas vezes e foi embora tão desvalido. levando a geladeira e o freezer no caminhão.

veio o segundo pedreiro, que não aceitou o trabalho.
e o terceiro pedreiro, que quis cobrar o triplo de seus colegas (e portanto foi recusado).

nesse por enquanto o tio do ponto frio voltou pela terceira vez. e quando tocou a campainha - TAH-DAAAAH! - já tinha tirado o freezer e a geladeira do caminhão. pra não dar nem a chance de ser mandado de volta. tá aqui a nota, boa sorte pra vocês. e se foi.


portanto tá tudo encaixotado aqui. no meio da casa em outros cômodos que não a cozinha, não sei se vocês entenderam essa parte. o freezer e a geladeira e o fogão e os armários e o microondas. e os sacos de cimento e argamassa e os azulejos e e e e. 

(eu sinto a necessidade de explicar isso de variadas formas porque as pessoas apenas não entendem. onde está o fogão, raquel? no quarto. não, cadê o fo-gão? tá no quarto. hihihihi, você é tão engraçada, sério, tô te perguntando, onde vocês botaram o fogão? no quarto. e por aí vai. não tô julgando. não tô irritada. eu sei que é difícil de conceber. mas.)


hoje era para um quarto pedreiro ter vindo aqui fazer a avaliação e dar o orçamento. mas não tô muito confiante porque ele combinou de vir às 11 e são 20:47 então sei lá né, tô começando a achar que talvez ele não apareça.


então tá bom, era isso que eu tinha pra contar.

tenham todos uma ótima semana.

e chegou a sexta-feira, genteeeee! [2]

e eu não tinha nem conseguido largar minha bolsa ainda quando:

- tia, ele ali fica pegando na minha bunda ó.

não precisa nem apontar, meu filho. porque se tem alguém pegando na bunda e/ou pinto dos passantes só pode ser essa pessoa. e você quer que eu faça exatamente o quê? eu fico na dúvida. sério. eu realmente não sei. eu não tô dando conta nem de resolver meus próprios problemas. que são inúmeros. e nem mesmo envolvem pintos. ou bundas. super chato. SUPER CHATO. e a vida é assim, inclusive. essa eterna metáfora pobre de só pegarem na nossa bunda quando a gente não quer. então, sabe. lide com isso. porque piora, viu? piora muito. eu nem vou te contar o quanto fica pior que é pra não te dar spoiler. agora vá sentar e não me aborreça. porque se estivesse sentado não iam conseguir mexer na tua bunda, pra começo de conversa.


(mas não falei, né)

(quer dizer. a última frase talvez eu tenha falado sim. mas de uma forma didático-pedagógica, CLARO.)

(risos)

(ah, vá.)
11:51 da manhã.

dificuldades extremas para manter a programação normal.

eu posso passar o resto da vida me perguntando os motivos. ou me dobrar ao fato de que não existem motivos. porque sim. por sadismo. por maldade. por sacanagem. para provar alguma coisa. 

eu não posso fazer nada de útil com minha cara de bunda e meus olhos inchados. com a minha incredulidade, a minha irrelevância. é o que é porque as pessoas são o que são. 

e a energia que estou desperdiçando nessa negação estúpida e sem sentido prejudica apenas a mim.

faremos uma pausa para o caderninho do monotema, portanto.


2013 já avacalhou-se todo numa vibe maligna de retrocesso desenfreado, um a mais ou um a menos não fará mesmo a MENOR diferença.

e chegou a sexta-feira, genteeeee!


declaro para os devidos fins que foda-se essa merda toda.
eu sou tão babaca comigo mesma às vezes. 

não basta ter que lidar com a decepção. não basta ficar triste com as obviedades todas. não basta não saber o que fazer.

eu preciso apontar um dedinho muito do escroto para mim mesma e falar que é bem feito. que a culpa é toda minha. que eu mereço, porque gente otária tem mais é que pastar. lero-lero eu já sabia etc.

a louca do autobullying, resumidamente.

e depois tomo minhas próprias dores e me defendo e tento convencer a mim e aos meus 3 cérebros conflitantes que não é justo, que eu sou uma pessoa legal, que eu não devia quebrar a cara nesse tanto embora quebre invariavelmente e vem cá, não fica assim, te levo pra tomar um sorvete. 



a vida da pessoa fodida E doida é de fato uma coisa muito difícil.

e não há de fato limites para o ridículo em minha vida, amigos.

como que para provar minha teoria de que mesmo as pessoas MAIS ZUADAS conseguem me esculhambar, estou tendo desavenças com uma pessoa adulta que usa rímel rosa.

se existe algo mais deprimente do que sofrer bullying de gente que faz cosplay da emília, por favor, jamais me contem.
eu falo com as pessoas a respeito desse filme e elas simplesmente não se lembram. como pode, sabe? melhor filminho, gente. assisti obsessivamente nos anos 90. acho que lá no fundo sempre convivi com a possibilidade de estar trabalhando num dia qualquer, ter um surto e ser encaminhada para um hospício. na minha cabeça era algo super plausível e tal. 

(pausinha do constrangimento: eu acreditava, quando era criança, que super conheceria meus melhores amigos/confidentes/amor-da-vida etc num lugar desses. assim, em termos de probabilidades, eu achava que teria mais chances. de acontecer aquela mágica identificação. eu escrevia HISTORINHAS sobre isso. eu sei. eu sei.)


mas enfim. nesse filme tinha o fantasma do metrô de ghost <3 fazendo o papel de um doido que só falava ALÔ. tem um momento do filme em que ele presenteia outro personagem com uma malinha cheia de "alôs" e eu, que achava isso simplesmente a coisa mais engraçada do mundo (senso de humor perturbado: trabalhamos tanto, gente), fiz minha própria malinha de alôs. com uma caixinha de fósforos. 

para a tranquilidade de minhas sinapses, toda essa maluquice ficou enterrada no quartinho escuro do subconsciente até outro dia. mas aí comecei o destralhamento do armário e lá estava a malinha. dentro de uma caixa de sapatos, em perfeitas condições.

:~

(lamentavelmente não achei a cena da malinha, mas tem um videozinho da hello song. só se pode amar, sim ou sim?)
nada do que estou pensando nesse momento, eu posso escrever aqui.

quer dizer. ~poder~ é muito relativo em situações em que o respeito próprio & alheio saiu pra comprar um guaracamp e não deu mais notícias. mas eu já estive nesse lugar antes e eu sei o que acontece quando se tira a tampa do pocinho da maldade. todo mundo perde a razão e sobra apenas uma vergonha do caralho depois. "eu fiz isso? gente, pra que eu falei isso mesmo? não podia ter ficado quieta?", etc. é feio, feio e desnecessário.

(...)

se existisse uma versão do procon para seres humanos eu juro que eu mesma me enviaria para lá. talvez assim descobrissem onde exatamemente se dá o tilt que me transforma de uma pessoa oh-tão-ótima num estorvo completo enquanto eu apenas vivo a minha vidinha na pasmaceira que me é peculiar, sendo a mesmíssima pessoa troncha desde 1982.
uma farpa. impressionante como basta isso. uma farpa estúpida, babaca e cruel. e lá estou eu fora do prumo. questionando tudo. a minha vida adulta inteira. ou pelo menos a parte dela que conta. ou eu assim pensava.

aqueles mil muros existiam por algum motivo, afinal.

filmes de maio

avisinhos prévios: eu não quero fazer o josé wilker, tá, gente. eu gosto ou desgosto de filmes baseada em critérios puramente umbiguistas e não sou a rainha do bom senso nem nada (não que eu AINDA precise avisar isso). e tento não dar spoilers, mas pode miscapulir vez ou outra. 


mencionado nesse post aqui. triste, muito triste. a menininha tentando explicar o inexplicável. não sabia grandes coisas sobre síndrome de tourette e quando terminei o filme fui parar nesse documentário aqui e ô, gente. senti muita culpa quando lembrei que, quando bêbada e entediada, executava uma performance apelidada de ~simulando tourette~ em pistas de dança de festas falidas. já me perdoei, no entanto, porque frequentar a pista 3 provavelmente já era o castigo em si.


2. moonrise kingdom (2012)
casal troncho mais amor do mundo, gente? faleci de overdose de ternurinha descontrolada e lembrei o tempo todo desse videozinho. a menina era um tanto quanto margot feelings, né? nada contra, acho sempre válido. e toda a sequência do "i love you, but you don't know what you're talking about" define muita coisa. assim, na vida. 



amo steve carell. é um pouco constrangedor, até, o tanto que gosto dessa pessoa. porque não é como se ele fizesse muito esforço pra alimentar o sentimento, afinal. mas assim é a vida. amo keira também, com riso forçado e tudo. o filme em si não me empolgou muito por motivos de: ~precisa~ casalzinho? não ornou. mas achei engraçado o despirocamento coletivo com a proximidade do fim. e melanie lynskey em seu eterno papel de pessoa psicótica, né? terrível. aí olhei no imdb e descobri que, além da rose (a-do-ro rose, podem me julgar) e da tia tarada de charlie, ela foi também a louca do tijolo em almas gêmeas! wtf, gente?

4. mommie dearest (1981)
assistido no sábado, véspera do dia das mães. porque eu sou sempre muito legal comigo mesma. tem gente que acha esse filme surreal, forçado demais - são pessoas obviamente desprovidas de mãe desequilibrada. se esse for o seu caso, mas você quiser vivenciar a experiência por completo, eu posso te alugar a minha por uns dias. monto um kit, incluo até os cabides. depois a gente volta a conversar.



apenas. o. melhor. filminho. é tipo a história da minha vida, você apenas troca o jantar que jamais acontece pela formatura que jamais chega. dedico uma ternurinha extra para (1) o casal fugindo pela janela para trepar no jardim, (2) o tenente na casa de chá, e (3) o soldado contando o sonho. e uma ternurinha suprema para a bêbada, né. melhor personagem.

6. restless (2011)
eu penso que se você compara outono em nova york com um filme e ele PERDE, a gente já pode encerrar a argumentação.
sério mesmo.